terça-feira, 24 de maio de 2011

Leiam! Fazendo circular noticias e descasos....

http://www.oecoamazonia.com/br/reportagens/brasil/220

domingo, 24 de abril de 2011

ìndios versão 20 ponto 11 publicado no Estado de São Paulo

Ola Leitores Virtuais! Neste momento estamos estabelecendo um parentese nas publicações ampliando a divulgação da materia publica domingo de pascoa de 2011 de minha estimada amiga Barbara Maisonnave Arisi no jornal - O Estado de S.Paulo, que segue:

Acabo de retornar de estadia de campo na Amazônia e fico feliz ao constatar que os índios estão cada vez mais dominando novas tecnologias e com uma mentalidade 20.11, preparando-se para participar das grandes questões globais da segunda década do século 21. Exemplos: meu aparelho celular não funcionava, pois na cidade de Atalaia do Norte só há uma operadora. Quem me salvou ao me emprestar seu aparelho novinho foi um garoto matis ? considerado pela "regra de parentesco incorporador de antropólogos" meu irmão indígena. Fui surpreendida pelo lindo ringtone com um canto de pássaro amazônico que ouvia ao despertar quando morei na aldeia. "Uau, Makwanantê, que lindo. Como gravou o canto desse pássaro?" "Baixei via Bluetooth de graça no cybercafé da cidade." Ok, eu também esqueço às vezes que trabalho com índios amazônicos versão 20.11, os magníficos matis, um povo de língua pano que vive na Terra Indígena Vale do Javari, segunda maior do País, com 8,5 milhões de hectares.

No dia seguinte pedi a outro jovem matis um carregador de bateria para minha câmera digital e ele trouxe um carregador universal made in China comprado na Colômbia (fronteira próxima). Serve para qualquer tipo de bateria e dribla a imposição de empresas como Sony ou Motorola com modelos que nos obrigam a comprar mil traquitanas. Os índios 20.11 sabem escolher o que lhes dá autonomia mesmo entre as quinquilharias chinesas e surpreendem aqueles que, no Brasil "metropolitano" (para usar um termo cunhado por Manuela Carneiro da Cunha), acham que os indígenas amazônicos vivem na Idade da Pedra ou num paraíso (ou inferno) pré-industrial. Os ameríndios com quem tenho o prazer de conviver podem estar esquecidos nas políticas governamentais, mas se movimentam no universo de questões globais como mercado de crédito de carbono e uso de tecnologia para melhorar a vida em suas comunidades. Alguns estão na universidade e serão em breve professores universitários. Afinal, índios não ficam em cristaleira de museu ou apenas decoram pôster festivo da brasilidade para fazer jus ao logo federal "Brasil, país de todos". Os índios seguem sendo bem índios mesmo portando seus celulares, editando filmes, torcendo pelo Flamengo. E continuam necessitando demarcar terras, especialmente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Para isso mesmo, precisam e gostam de tecnologia, para estarem plugados no mundo, como você e eu.

Em Manaus, conheci a vice-coordenadora da Coiab (Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), Sônia Guajajara. Ela ficou famosa na COP-16 (última conferência da ONU sobre mudanças climáticas), em Cancún, México, ao entregar o troféu "motosserra de ouro" à senadora Kátia Abreu ? prêmio dado aos que aumentam o desmatamento na Amazônia. Como Sônia, há outros índios que aprenderam o glossário da "economia mundial ambiental", sabem o que é Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). Ou seja, estão afinados com a economia ambiental e combatem ideias australopitecas dos defensores da reforma do Código Florestal.

Graças aos índios brasileiros é que a floresta ainda está em pé, conforme demonstram imagens do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Vizinhos dos matis, os índios maiorunas vivem em ambos os lados da fronteira do Peru e do Brasil e, nos últimos anos, vêm migrando para nosso País por causa da atuação de empresas multinacionais que concessionaram áreas em seus territórios com o aval do governo do Peru. Os mesmos maiorunas, em 2003 e 2004, chamaram a atenção das autoridades para o contrabando de madeira realizado por peruanos. Os Estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia, sempre citados como destruidores do meio ambiente, só apresentam indicadores positivos devido às terras indígenas. Os índios também denunciam as rotas do narcotráfico em seus territórios.

Além desses serviços ao País, os índios também investem em economia criativa. Querem que sua juventude aprenda a utilizar telefones celulares, laptops e câmeras de vídeo para que eles próprios tenham domínio sobre a produção (e também o consumo, em alguns casos) da indústria da criatividade, que os jovens indígenas façam seus próprios filmes, vendam CDs de suas músicas, tenham eles próprios controle sobre seus bens imateriais que por tantos anos foram produzidos e vendidos por estrangeiros ou outros brasileiros. Os índios têm todo o direito de se tornarem big players na indústria do entretenimento. Como demonstram sucessos como o filme Cheiro de Pequi, da Associação Indígena Kuikuro e do Vídeo nas Aldeias, que ganhou o prêmio de melhor curta-metragem em Montreal, no Canadá. Chegará logo o dia em que teremos cineastas indígenas concorrendo em Cannes.

É bom lembrar, porém, que nem tudo na realidade indígena são cantos de pássaros e tecnologia. No Javari, cerca de 80% da população indígena está contaminada por hepatites virais que provocaram a morte de 300 pessoas nos últimos dez anos. Há alguma esperança com a nova Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) de que haja atendimento permanente para as 55 comunidades. A Funai, em processo de reestruturação, havia decidido desmontar a administração regional na cidade de Atalaia do Norte, deixando os cerca de 3.800 índios que moram na Terra Indígena sem uma base administrativa próxima. Parece que quem vive em Brasília olha o mapa do Javari apenas pendurado na parede e, por isso, pensa que os rios do Javari correm do norte para o sul! Porém os rios do Javari correm todos na direção norte e oeste para formar o Solimões e, a partir de Manaus, o Amazonas. Certamente, os índios terão muitos direitos a exigir nos protestos do Abril Indígena, programados para ocorrer em maio em Brasília.

As grandes questões globais estão na Amazônia e os índios, melhor do que a maioria dos brasileiros, já estão se preparando para lidar com esse mundo 20.11 ? de preocupações com energias limpas (pós-Fukushima), onde os países ricos pagam aos "emergentes" para que mantenham suas florestas em pé, onde as tecnologias made in China tomam o lugar das que fazem carregadores não universais, onde quem tem força de sobrevivência é quem vai vencer e deixar para trás os acomodados. Os índios brasileiros já mostraram que vieram para sobreviver. Desde 1500 têm conseguido se manter vivos, o que em si, já é um feito e tanto. Agora, parece que vão nos ensinar o que fazer para sermos um país rico em biodiversidade, em captura de carbono e em economia criativa. Tenho tentado acompanhá-los e aprender com eles.

BARBARA MAISONNAVE ARISI É DOUTORANDA DO PROGRAMA DE ANTROPOLOGIA SOCIAL UFSC. ESTAGIOU NO INSTITUTE OF SOCIAL AND CULTURAL ANTHROPOLOGY DA UNIVERSIDADE DE OXFORD

terça-feira, 12 de abril de 2011

DIAGNOSTICO EPIDEMIOLOGICO


Ola! Leitores! Vamos falar aqui sobre A crise atual de saúde no Vale do Javari (mas, talvez seja planetária), afinal ainda não esta decidida quem vai ocupar os lugares e os cargos e, as ações diárias vão sendo ‘sucateadas’ já há quanto tempo? Por que ‘sucateada’? Pela falta de planejamento para organizar as ações mantendo desta maneira ‘a ineficiência de assistência’ do estado no quesito saúde, mas as questões educacionais não vão lá muito melhores.
A campanha SOS Javari (intitulada assim pelo movimento indígena) organizou com o CTI (centro de trabalho indígena) e ISA (instituto socioambiental) uma equipe para mais uma vez busca gerar um diagnostico epidemiológico, ou, “apresentar um diagnóstico antropológico que servirá como base para o planejamento, a execução de ações e a divulgação da Campanha SOS Javari. O diagnóstico será especialmente destinado aos profissionais de equipe multidisciplinar a ser montada sob coordenação do CTI e do ISA (composta por antropólogos, infectologistas, sanitaristas, AIS, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, motoristas, pilotos, entre outros).”
Pois, a proposta, convenhamos, ate agora para as ações de melhoria da Sesai (antiga FUNASA), já começa a demonstrar que, nada muda. Mas longe aqui de atirar pedras a atual crise... O quer esta coluna é possibilitar o espaço do questionamento das idéias.
Veja, diagnostico da região já foram exaustivamente realizadas, inclusive pelo próprio Conselho Nacional de Saúde, “Desafios da Saúde Indígena: o que podemos e precisamos fazer para assegurar ações de saúde e intersetorias para melhorar a qualidade de povos indígenas do Vale do javari e Alto Solimões”, que aconteceu em agosto do ano passado (2010) em Tabatinga, do qual contou com expressiva participação de indígenas e instituições, mas como já o título mostra - o tamanho do problema!
O produto produzido neste encontro demorou meses para ser entregue, pra chegar só o resultado escrito do diagnostico realizado no encontro, não estou falando de por em pratica o que foi ‘diagnosticado’. Bem outra coisa, (esta coluna já apontou o tema A difícil questão da liderança, janeiro de 2010, veja o blog) esta claro se as lideranças nas comunidades, não forem ouvidas, apenas esses encontros rápidos na cidade, vão resultar em movimentações políticas que pouco, ou nada tem haver com a questão central de nossas aflições, a saúde. A Educação, o protagonismo e a ética indígena estão sendo posto a prova perante as ações (ou ausência) de apoio do Estado. O que realmente vai se firmar? A suave distinção, o conflito de interesses, ou a pasmaceira mesmo (que vem acarretando alarmantes índices de mortalidade, a não entrega dos exames sorológicos).
Mas olha tem ocorrido propostas interessantes, pontuais, diga-se de passagem, houve em fevereiro uma proposta interessante na Frente de Proteção Etno- Ambiental Vale do Javari (confluência do Ituí-Itaquaí) sobre doenças sexualmente transmissíveis, com foco na AIDS e hepatite (alta incidência desta segunda enfermidade entre os indígenas da região). Parte da ação do AmazonAids esta na produção de um material nas línguas nativas, após o encontro que durou dias, e envolveu os povos de língua pano da TIVJ.
Ainda acontecerá no período de 26 de Abril a 08 maio de 2011, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, bairro Praia Grande, Centro Histórico de São Luís a V Semana dos Povos Indígenas no Maranhão. Esta quinta edição da Semana o consolida como um importante evento cultural, no qual os indígenas serão os principais protagonistas. Estes irão apresentar suas práticas sócio-culturais, sua cosmovisão, mitologia, suas celebrações e seus modos de vida dos povos indígenas: Guajajara-Tenetehara; Urubu - Ka’apor; Awá – Guajá; Krikati; Gavião; Canela; Timbira e Kreniê.
Durante a Semana acontecerá uma série de atividades de divulgação da riqueza e da diversidade cultural dos povos indígenas tais como: mostra de vídeos etnográficos; exposições de fotografias; oficinas temáticas de pintura corporal; cantos; mitos e língua; mesas redondas; feira de artesanato e exposição de acervo arqueológico; material etnográfico e material didático indígena.
Por que será que nada acontece por aqui no Alto Solimões, no Amazonas? Cultura não é folclore! Não ignore, vai ficar ai parado?
Para finalizar esta edição alguns tópicos extraídos do Plano Setorial para as Culturas Indígenas / MINC; SID – Brasília, 2010. que acreditarmos ser fundamentais para o inicio da solução, no caso indígena:
-Incentivar os processos tradicionais de transmissão de saberes e práticas de modo a promover o reconhecimento dos métodos e dos processos educativos tradicionais e a valorização dos sábios indígenas (xamãs, contadores de histórias, parteiras, cantores, etc.) e dos anciãos como detentores de conhecimentos e da memória viva das comunidades e povos indígenas.
-Possibilitar a criação de espaços comunitários para o diálogo e a reflexão sobre temas culturais de interesse dos povos indígenas propiciando condições para que os mesmos construam estratégias de fortalecimento, valorização e revitalização das suas culturas;
Incentivar a troca de experiências e o intercâmbio entre comunidades e povos indígenas visando o fortalecimento das iniciativas culturais.
-Informar a sociedade não-indígena sobre a contribuição dos povos indígenas para a diversidade cultural e para a formação da identidade nacional;
-Propiciar a inclusão digital dos povos indígenas garantindo-lhes o acesso às tecnologias de informação e da comunicação;
-Qualificar e criar mecanismos de gestão das políticas públicas a serem implantadas em contextos socioculturais diferenciados.

O dia do índio, é todo dia, todo dia do índio. E lembrem-se, só não é índio, quem não é!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Primeira Confêrencia Mundial sobre Povos Indígenas



Ola estimados leitores da coluna, mais uma vez, feliz ano novo e que este 2011 esteja cheio de realizações! Nesta nossa primeira publicação quero indicar o site http://www.famalia.com.br que mantém interessantes informações sobre assuntos culturais por todo o Brasil e é mantido pelo amigo Marcelo Manzatti.
No inicio deste ano, começam os trabalhos para a preparação da primeira Confêrencia Mundial sobre Povos Indígenas, que ocorrera em 2014, de acordo com a resolução adotada por unanimidade na Assembléia Geral da ONU (formada por 192 membros) em Nova York no fim do ano passado. Entre outras tarefas previas inclui a redação de uma proposta de Ação, com o principal objetivo de proteger os ‘esquecidos’ direitos das comunidades aborígenes e preservar suas culturas.
Há mais de 370 milhões de indígenas, que representam mais de 5% da população mundial e cerca de 15% dos pobres no mundo, segundo as Nações Unidas.
“Os indígenas devem participar dos processos internacionais que possam afetá-los, mas seus problemas não serão solucionados em conferências”, disse Christina Chauvenet, do Survival International USA (Siusa), ao ser consultada sobre o papel que as comunidades aborígines desempenharão no encontro de 2014.
As comunidades aborígines devem desempenhar um papel principal na preparação da conferência para que sua opinião seja incluída no planejamento e nos resultados buscados, afirmou a advogada Sarah (também diretora da Clinica Legal Transnacional, da Faculdade de Direito da Universidade da Pennsylvania), para quem é importante reconhecer
que os indígenas não são uma unidade: “Não é uma população monolítica e não pode ser tratada como tal”, acrescentou Sarah, que também coordena o Projeto Universal de Revisão Periódica, da Rede de Direitos Humanos dos Estados Unidos. É necessário gerar os espaços para promover uma participação transparente e inclusiva das comunidades indígenas na fase preparatória, ressaltou.
E ai vamos ficar parados? Lembre-se um passo a frente e já não estamos no mesmo lugar. É preciso clarear as mentes, dissipar toda essa inveja e interesses escusos de quem não tem nada pra contribuir, e para finalizar alguns dizeres/mensagens para esses seres vazios que buscam incansavelmente através da inveja e de aborrecimentos acabar com nossa força de luta para um mundo melhor, o mundo é de todos nós!
E para os que estão na luta, não mude sua natureza. Se alguém te faz algum mal, apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles. O nosso bem estar, a nossa felicidade está em nossas mãos, ninguém tem o poder de mudar nossos sentimentos.
“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." (Tenzin Gyatso, 14º Dalai Lama)
Ate o próximo!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

plano nacional e seminario Pensando Museus, Xamanismo e Economia no INC

Oi estimados leitores, estamos chegando ao fim do ano de 2010. Em janeiro de 2011, estaremos iniciando uma nova etapa no cenario brasileiro- a primeira presidenta no Brasil! Parabens a todos e muita atenção aos assuntos ambientais, pois ha grandes rumores de que teremos um horizonte nebuloso e com o foco no temido ‘progresso as custas do ambiente’. Mas, vamos falar de alguns avanços:
O Plano Nacional de Cultura (PNC) foi aprovado, por unanimidade, na terça-feira dia 09 de novembro, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois da assinatura do presidente, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano (PNC).
"A aprovação do Plano Nacional de Cultura é uma vitória muito grande, primeiro, porque institucionaliza os avanços obtidos nos últimos anos pelo governo federal na área da cultura e, depois, porque garante a continuidade das políticas culturais no Brasil", comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira.
O PNC servirá como ponto de partida para um conjunto de políticas culturais a serem construídas". Foi elaborado ao longo de consultas a sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura (junto também a reuniões do Conselho Nacional de Política Cultural- CNPC e as cámaras setoriais), em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos.
O que é o Plano Nacional de Cultura? O PNC é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005.
Os 13 princípios do PNC: Liberdade de expressão, criação e fruição; Diversidade cultural; Respeito aos direitos humanos; Direito de todos à arte e à cultura; Direito à informação, à comunicação e à crítica cultural; Direito à memória e às tradições; Responsabilidade socioambiental; Valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável; Democratização das instâncias de formulação das políticas culturais; Responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais; Colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura; Participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais.
Os estados e municípios que quiserem aderir às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura terão de elaborar seu respectivo plano decenal em até 180 dias. Fiquemos atentos vamos dialogar!!
O conteúdo será desdobrado, ainda, em planos setoriais (indígena, cigano, música, dança, teatro, cultura popular, entre outros).
Veja mais no site do Minc e sobre novos editais, também o site da Funarte. Dialogue busque informação.
Aconteceu no Instituto Natureza e Cultura/UFAM e no Museu Magüta em Benjamin Constant o Seminário “Pensando Museus, Xamanismo e Economia” que proporcionou em suas atividades, o debate sobre aspectos e novos desafios na constituição, reforma, ampliação de museus, bem como dialogos sobre alguns conceitos transversais como o xamanismo, o conhecimento tradicional indígena (que envolve a dimensão do patrimônio genético), aspectos econômicos na dinâmica interativa da interculturalidade, propondo na região do Alto Solimões um encontro com os nativos, instituições implementadoras, de fomento, universidade, e órgão governamentais.
Nossa proposta com essa atividade de debates e palestras é também reconhecer o importante papel desempenhado na preservação de saberes, pelos museus nativos, quanto ao patrimônio artístico cultural no Brasil e de sua diversidade, ressaltando os processos de formação do patrimônio cultural, em sua dimensão material e imaterial, especialmente no contexto indígena local.
Não é apenas apresentar o substancial corpo de dados, com todo seu potencial analítico, não tivemos só pretensão acadêmica, mas esperamos possibilitar o dialogo com os povos indígenas e de maneira mais ampla, que os indígenas possam ter bases para a compreensão e melhor atendimento/dialogo com agentes do Estado, e com pesquisas envolvendo patrimônio artístico/cultural e/ou genético (fauna e flora) permitindo o espaço aberto para compreensões locais indígenas e métodos alternativos (eficazes) de saberes, e tudo mais sobre o que a cada dia tornam-se como tantas palavras, conceitos do ‘nosso mundo’ ao ‘deles’.
No município de Benjamin Constant, Alto Solimões há desde 1992 o Museu Magüta, que abriga diversos aspectos da cultura e povo Tikuna, porem ainda nos dias de hoje este aparelho não recebe nenhum incentivo do município, nem mesmo reconhecimento local. Inauguramos uma Exposição Ritual Ticuna Passado e Presente1959-2010, prospectiva: Ritual de Nominação Ticuna por Cardoso de Oliveira, com fotos de Roberto Cardoso de Oliveira sobre a festa da Menina Moça tiradas em 1959- doadas pelo professor João Martinho de Mendonça da Universidade Federal da Paraíba/UFPB. E outras fotos mais recentes, tiradas em Lauro Sodré documentadas pela equipe PACE Arte e Cultura aplicabilidade da lei 11645-08/INC-UFAM, coordenado por Rafael Pessôa São Paio e Nino Fernandes a convite da liderança Sr. Santos Cruz.
Os debates no Seminário buscaram estreitar as relações com o Museu Magüta (primeiro museu indígena no Brasil), instituições governamentais e a Universidade, possibilitando sua divulgação, e desenvolvendo ações que contribuam para a melhoria do ensino de ciências, cultura e artes nas escolas e o reconhecimento deste importante aparelho para o Município e para o País.
Compreender, entender, respeitar são pontos fundamentais proporcionados durante os debates (e que também mantemos como diretrizes aquí nesta coluna). Apresentar um rico dialogo panorâmico destes saberes, com povos indígenas, suas distinções, num espaço de possibilidades interpretativas entre o conhecimento nativo, institucional e o ‘cientifico’, contamos com as presenças: das Lideranças Mayoruna, Caiçuma, Andre; o coordenador da Frente de Proteção Etno Ambiental Vale do Javari, Sr. Fabricio Amorim; o Sr. Luiz Eduardo Lian da FUNAI/Tonantins. Do Rio de Janeiro participaram os convidados:o historiador do Museu Nacional/UFRJ G. Veloso e a Dra. Regina Erthal da FIOCRUZ. Foi fundamental o apoio da UFAM e da participação dos indígenas e das associações Ticuna (AMIT, CGGT, Ogamitas, entre outras) nossa agardecimento especial também ao Sr. Estevão por posibilitar as vivencias na sua maloca em Atalaia do Norte.
O “SEMINARIOS PENSANDO MUSEUS, XAMANISMO E ECONOMIA” é de fundamental importância, pois a região do Alto Solimões e Javari é diversa no contexto e realidade indígena (temos os Tikuna maior etnia no Brasil, os povos pano, kanamary e os povos isolados na T.I. Vale do Javari), no município de Benjamin Constant com o Museu Magüta, mas com o qual a cidade não dialoga e não participa, há uma espécie de invisibilidade, buscamos com esta serie de debates e palestras possibilitar a mudança desta situação bem como ampliar as condições do referido museu e da relação local com os nativos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dia Internacional de Animacão 2010

Mostra Infantil para o Dia Internacional da Animação 2010

Filmes:

Meu Amigãozão – Castelo nas Nuvens – Dir. Andrés
Lieban
2D – 12min56seg – 2009 – Rio de Janeiro – RJ

Sinopse: Lili descobre um castelo nas nuvens e fica super
empolgada! Está pronta para começar o seu reinado quando
percebe que seu fabuloso castelo fica no topo de uma
montanha. Isso é um grande problema já que ela morre de
medo de altura. Como não quer que ninguém fique sabendo
deste segredo, convence a todos que é Nessa que está com
medo. Será que Lili conseguirá enfrentar esse desafio e
chegar no seu castelo.

Josué e o Pé de Macaxeira – Dir. Diogo Viegas
2D – 12min20seg – 2009 - Rio de Janeiro – RJ

Sinopse: Ao trocar seu burro por uma

"macaxeira mágica", Josué descobre que não são apenas
feijões que podem nos levar a uma aventura fantástica.
Dias de Sol – Dir. Luciano Lagares
2D – 1min – 2005 - São Paulo – SP

Sinopse: Em dias de sol a vida rotineira parece ser mais
confortável. Basta uma simples chuva de verão para por
fim à rotina e transformar tudo num enorme desconforto.
Inspirado pelos desenhos do filho, o inventor aproveita
para exercer seu ofício, criando os guarda-chuvas de
acordo com a personalidade de cada cliente.

Desentralha S.A. - Dir. Maurício Castanõ
2D - 11min25seg - 2010 - Rio de Janeiro - RJ

Sinopse: A Desentralha S.A. foi bolada exclusivamente
para tirar crianças de qualquer encrenca - por mais
pavorosa que ela seja! Verdade seja dita, quanto mais
criativos os clientes, mais entusiasmados ficam os sócios
dessa empresa mirabolante.

Escola pra cachorro – Koda Cachinhos Dourados Dir.
Stefan Leblanc
Técnica mista – 11min – 2009 – São Paulo – SP

Sinopse: Todas as manhãs, homens e mulheres deixam
seus simpáticos cachorros numa escola extremamente
divertida. Os filhotes brincam o dia todo, aprendem uns
sobre os outros. O conceito do desenho gira em torno do
mundo multi-cultural, em que respeitar e aceitar as
diferenças não é apenas uma questão de boa educação,
mas de necessidade.

Tromba Trem - O estrangeiro – Dir.Zé Brandão
2D digital – 11min15seg – 2009 – Rio de Janeiro – RJ

Sinopse: Um elefante perde a memória ao cair do céu em
pleno cerrado brasileiro, onde encontra uma tamanduá
vegetariana e uma colônia de cupins que acreditam ser de
outro planeta. Todos juntos embarcam num trem a vapor.

Programa Internacional para o Dia Internacional da Animação 2010

Voa Voa num Prédio de Lisboa – Dir. Joana Toste
desenho sobre papel - 3min – 2009 - Portugal

Sinopse: É lógico que é fácil viver num mundo com lógica,
usando logicamente a lógica.

Pássaros – Dir. Filipe Abranches
desenho sobre papel – 7min -2009 - Portugal

Sinopse:A desventura de uma velha mulher obcecada com
pássaros e do seu filho, que pensa poder voar.

Diário de uma Inspectora do Livro de Recordes – Dir.
Tiago Albuquerque
Flash – 11min38seg – 2009 - Portugal

Sinopse: Quadros da vida de uma mulher responsável pela
verificação dos recordes do Livro do Guinness.

Kensho – Dir. Daniel Kang
2D/3D – 3min57seg min – 2009 - EUA

Sinopse: Um poema visual que começa como um dia normal na
vida de uma jovem, mas termina em catarse espiritual.
Traduzindo para a mente o "verdadeiro eu" ou a "verdade",
“Kensho” descreve experiências de iluminação súbita ou breve
no Zen Budismo.

Zsa Zsa Zsu – Dir. Tromarama
Stop-Motion – 4 min42seg – 2007 - Indonésia

Sinopse: curta de animação em stop-motion com botões de
roupas.

The Tale of How – Dir.The Blackheart Gang
3D – 4min31seg – 2006 – África do Sul

Sinopse: Uma viagem fantástica sobre a criação da vida.
Grandma Lo'A Lo'A (Hajja Lolo) - Dir. Hussain Nemr
2D – 2min39seg – 2006 - Egito

Sinopse: Vovó Lo'A Lo'A está empenhada em sobreviver à
relação tumultuada entre um cão e um gato. Será que ela
vai conseguir?

HM HM – Dir. Mohamed Ghazala
2D – 2min17seg – 2005 - Egito

Sinopse: O que acontece quando um cliente não quer pagar
a conta pela comida que comeu?

Hide & Seek - Director: Sherif Abbas
2D - 2min26seg – 2007 - Egito

Sinopse: Um pequeno garoto se esconde de quem está à
procura dele, mas será tudo em vão?
Ooga Booga Samba Mamba – Dir. Vaibhav Kumaresh
3D – 3min50’seg – 2007 - Índia

Sinopse: curta animado sobre esportes no tempo dos
“homens das cavernas”.

domingo, 5 de setembro de 2010

Sobre os últimos dias no Alto Solimões e politica

Ola leitores como estão? Acabamos de realizar a Mostra Vídeo índio Brasil 2010 aqui nas cidades de Tabatinga e Benjamin.
Em Benjamin apesar de contar com uma equipe de estudantes do INC-UFAM (Angela e Alveris), infelizmente contou com a mente atrasada da Secretaria de Educação Sra. Fracyclaire Mello e do Coordenador da Biblioteca Municipal Sr. Aristelio de Oliveira ambos não apoiaram a atividade, não responderam nenhuma das cartas e os convites encaminhados, ao encontrar informalmente com o Sr. Aristelio este alegou para não ceder o espaço publico da Biblioteca que a “população não esta acostumada a estes tipos de eventos e iria danificar auditório da biblioteca, que os eventos são destinados a um publico seletivo e não aberto a toda população do município” uma vergonha tendo em vista que bem próximo a Biblioteca temos o primeiro Museu Indígena do Brasil, o Magüta, que mantém suas portas abertas (apesar do preconceito da população local) gratuitamente aos moradores do município de Benjamin, e mesmo enfrentando dificuldades financeiras se mostra aberto ao dialogo e a interatividade cultural fundamental nos dias de hoje, mas, parece que neste município ainda não saímos do sistema de barracão ou ainda pior as trevas da Idade Média. A Mostra aconteceu na Escola Estadual Imaculada Conceição.
Em Tabatinga contamos com a Secretária de Turismo e o Coordenador de Cultura Valdiney que deu apoio ao evento cedendo o espaço do Centro de Informações ao Turista para a mostra de documentários indígenas que também contou com sessões no auditório da UEA. Na UEA agradecimentos especiais ao diretor do Campus Sr. Roberto Lessa que disponibilizou o auditório e apoio de técnicos para operar os equipamentos, possibilitando debates após a mostra dos filmes, agradeço também ao Professor Fred que ajudou na exibição dos filmes da Mostra, e a Rádio Nacional Alto Solimões que deu ampla divulgação ao evento com espaço inclusive para entrevistas, muito obrigado!
Bem com relação aos acontecimentos indígenas ocorreu entre os dias 16 e 19 de agosto o VII Acampamento Terra Livre (ATL) em campo grande Mato Grosso do Sul com cerca de 800 lideranças representantes de mais de 230 povos indígenas brasileiros. O encontro é considerado a principal assembléia e instância máxima de decisão do Movimento Indígena Brasileiro. Busca-se através deste encontro apontar as promessas não cumpridas pelo governo brasileiro e "reivindicações e propostas comuns para uma nova política indigenista do Estado Brasileiro, marcada pelo respeito total aos direitos fundamentais e originários dos povos indígenas".
O Acampamento Terra Livre baseará sua agenda de debate nos temas: demarcação; criminalização de lideranças, impactos do Programa de Aceleração do Crescimento e dos grandes empreendimentos em Terras Indígenas; Estatuto dos Povos Indígenas; Secretaria Especial de Saúde Indígena; reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai); Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI) e o Conselho Nacional de Política Indigenista.
Tradicionalmente, o Acampamento é realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no Distrito Federal, no entanto, a fim de dar maior visibilidade à situação dos indígenas Guarani Kaiowá (e também porque na Esplanada dos ministérios em Brasília já se encontra o Acampamento Revolucionário Indígena), o encontro nacional foi transferido para o Mato Grosso do Sul. O intuito é chamar a atenção do Brasil e do mundo para a situação de penúria sofrida pelos indígenas do Estado.
Os Kaiwoa tem sofrido com as investidas do governo e dos grandes proprietários de terra, que adotaram uma clara postura anti-indígena e chegaram a afirmar que o Mato Grosso do Sul não é terra de índio e nem será.
Situação semelhante também é enfrentada pelos indígenas do Nordeste, entre eles, os Tupinambá, que têm suas comunidades localizadas no Sul da Bahia. A situação enfrentada por estes povos fará parte das principais discussões do encontro. "Nós perdemos nossa terra, nossos peixes e nossa mata, mas não perdemos nossa cultura, nossa língua, nem nossos costumes e por isso não vamos desistir e deixar de lutar pela demarcação e por todos os nossos direitos", encerrou Anastácio.
Já na Amazônia peruana, Grupos indígenas anunciaram que planejam lançar seu próprio partido político antes das eleições no país programadas para 2011. Seu líder, Alberto Pizango, disse que pretende fazer campanha para proteger a floresta e os direitos dos índios dos Andes e do Amazonas. O anúncio acontece cerca de um ano após esses grupos terem protagonizado um dos maiores levantes indígenas da história recente do Peru. Em entrevista coletiva, representantes da Aidesep (Associação
Interétnica da Selva Peruana), maior organização de índios amazônicos
do país, disseram que seu partido, a Aliança para uma Alternativa para
a Humanidade (Aphu), nasce não apenas como um partido indígena, e sim
com uma agenda nacional. Na língua dos índios quechua, a palavra apu quer dizer "líder"ou "deus da montanha".
Em resposta falando à BBC, o ex-ministro do Interior do Peru Fernando Rospigliosi protestou contra "Isto é parte do efeito Evo, pelo qual líderes que promovem a desordem e recorrem a uma série de atos violentos julgam que isso pode levá-los ao poder", afirmou. "Mas o Peru não é a Bolívia. Aqui não vai
acontecer isso". Historicamente, a população indígena na região amazônica do Peru nunca foi representada na política nacional.
A Aidesep é uma federação que reúne mais de 60 tribos do Amazonas peruano. No ano passado, índios protestaram violentamente contra empreendimentos ligados à extração de petróleo no Amazonas. Pizango nega as acusações de ter liderado o levante, em que tribos bloquearam estradas perto da cidade de Bagua. Mais de 30 pessoas morreram nos confrontos entre índios e policiais. Pizango fugiu para a Nicarágua para evitar a prisão, mas retornou ao Peru em maio e está em liberdade condicional.
O governo peruano estima que haja 400 mil índios na Amazônia peruana, mas Pizango afirma que eles são em torno de um milhão. Ao contrário do que ocorre na Bolívia e no Equador, a grande população indígena do Peru não tem um papel ativo na política nacional peruana nos tempos modernos. Em junho último, o presidente do país, Alan Garcia, se recusou a assinar uma lei que daria aos povos indígenas mais poder para
suspender projetos envolvendo mineração e extração de petróleo em suas
terras. A lei foi aprovada pelo Congresso, mas Garcia disse que não poderia
deixar comunidades indígenas interromperem o desenvolvimento que
beneficiaria a todos os peruanos.
Pois por aqui não é muito diferente ou vocês acham que os projetos do PAC, Belo Monte e tantas outras hidroelétricas estão paradas no papel? Viram recentemente os Enawene Nawe fazendo não indígenas de refém? Pois é para alguns os peixes e os ciclos das águas não são danos contornáveis, mas parte fundamental de sua forma de vida. Participe não fique ai parado HTTP://indiosdonossotempo.blogspot.com