quarta-feira, 19 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Vamos à luta, não podemos ficar parados enquanto nossos irmãos são massacrados.


Vamos à luta, não podemos ficar parados enquanto nossos irmãos são massacrados.
“Nessa região perto de ti, Sto. Antônio do Içá, habitam Ticuna, Cocama e Kaixana, Kambeba, entre tantos outros povos indígenas.O prefeito Antunes Vitar Ruas mandou os vereadores incitar o sindicato dos trabalhadores rurais e estão invadindo a Área indígena Kaixana Vila Presidente Vargas , Município de Santo Antônio do Içá.Neste lugar existe um sítio arqueológico Kaixana e no Governo deste mesmo prefeito passou uma estrada ao lado deste sítio arqueológico, e as máquinas arrastaram cerâmicas e ossos que permitiram o roubo de peças milenares. Quem está comandando a invasão são: Jocinei Sabino Malheiros e Paulo Garcia do Sindicato Rural, com o apoio dos Fazendeiros Biá e Iraci Pedrosa. O motivo das invasões é impedir a demarcação das áreas indígenas. O cacique Kaixana Francisco Barroso Larranhaga está resistindo bravamente ao ataque que começou ontem, mas está ficando encurralado.”Aucá Pellín
Não obtivemos mais noticias e informações sobre o assunto, mas averigüemos, pois, estamos falando de fatos recentes e se o sr. Aucá estiver certo, o patrimônio Amazônico esta em perigo com a destruição de sítios arqueológicos e antes de tudo, dos humanos!
Mas não é só por aqui, os Awa Guaja habitantes da Terra Indígena Caru no Estado do Maranhão, no dia 20 de setembro denunciaram ao Ministério Publico a situação de conflito, violência e truculência, com freqüentes invasões de sua terra por madeireiros, desmatamento da floresta e a omissão da Funai.
Gente, tentando ser mesmo o mais breve possível: O princípio do Distrito Sanitário como "processo social" (presente nas deliberações das II e III Conferências Nacionais de Saúde Indígena, como dos principais documentos e obras de referência sobre o assunto) esteve realmente presente e protagonizando a construção dos atuais DSEIs? Pois o que temos ate agora, são atuações com pouca ou nenhuma escuta para a diversidade de etnias, situações, problemas e necessidades por eles abrangidos, nem investimento na implementação das instâncias de controle social, e na capacitação de seus agentes.
Nestas circunstâncias, e nesse andar da carruagem, se propor a "trocar o pneu" da saúde indígena "com o carro em movimento", como o fez Dr. Antonio Alves, é no mínimo um ato suicida, quando não de uma incompetência e irresponsabilidade políticas espantosas por parte de quem o induziu a fazê-lo, ou de quem o assessorou na construção do diagnóstico da situação dos DSEIs (o próprio Dr. Antonio Alves reconheceu ter experiência recente nesse campo da saúde indígena).
Estamos falando de construir um carro completamente novo, Dr. Antonio Alves! Não se trata de trocar o pneu do carro velho! Quanto menos com ele em movimento, despencando a ribanceira. Se propor a iniciar uma "nova" cultura ("nova" só se for, porque se fala disso pelo menos desde 1986, quando da I Conferência) porque é disso que se necessita esse "novo" jeito de gerir a saúde indígena (fundamentado efetivamente na prática do processo social), incorporando as antigas estruturas, equipes, procedimentos e práticas da FUNASA - além de uma flagrante contradição de termos, é vocação precoce ao desastre. Vimos situação semelhante acontecendo quando da transição de modelos FUNAI-FUNASA , foi a década de 1990 toda e o mesmo erro, então cometido, está se repetindo na transição FUNASA-SESAI agora. Se a construção dos Distritos deve ser um processo social, o primeiro e principal problema dos atuais DSEIs é exatamente o modo como foram construídos: eles devem ser repensados, redesenhados, re-planejados, repactuados, a partir de um cuidadoso e realmente participativo processo social. Envolver os indígenas, a sociedade do entorno, as universidades, para contribuir nessa nova secretaria, espaço para encaminhamento e respeito às praticas e percepções culturais nativas.
Os Movimentos Indígenas, Indigenistas e Sanitaristas têm de reconhecer, no entanto, que também cometemos erros graves no acompanhamento da implementação desta política: se não assessoramos ou apoiamos diretamente as primeiras gestões da FUNASA/DESAI na construção dos DSEIs, nos desarticulamos e nos silenciamos em muitas
situações.
E pra finalizar: o Ministério da Cultura abriu consulta pública para receber sugestões às metas propostas para o Plano Nacional de Cultura (PNC), instituído pela Lei nº12.343/2010. O objetivo da consulta é receber contribuições da sociedade civil e de gestores públicos para o processo de construção das metas que nortearão as políticas públicas no campo cultural, no período de dez anos de vigência do PNC. A consulta estará disponível até o dia 20 de outubro. O MinC espera, desse modo, firmar o compromisso de participação democrática na formulação e execução das políticas culturais.
Para enviar contribuições ao PNC, acesse: http://pnc.culturadigital.br/teaser/
Mais informações acesse: http://www.cultura.gov.br/site/2011/09/15/plano-nacional-de-cultura-23/
Participem, e lembrem-se queremos propor direções, debater os temas, ampliando as discussões. Não pretendemos apontar culpados, mas sim caminho e alternativas, contribuir para um mundo melhor... Um passo a frente e você já não esta no mesmo lugar. Contribua!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Programação Primavera dos Museus, Museu Magüta

Acontece em setembro a Primavera dos Museus, organizado pelo IBRAM em todo o Brasil. O Museu Magüta em parceria com o Instituto Natureza e Cultura/ UFAM e o Museu Nacional/UFRJ, estarão realizando diversas atividades (coordenadas pelo Senhores, Nino Fernades e Rafael Pessôa).A 5ª Primavera dos Museus tem como tema Mulheres, Museus e Memórias, é um espaço de indagação sobre como o gênero, a mulher e o feminino estão sendo pensados na contemporaneidade. Com que memórias nossos museus individuais e coletivos estão sendo estruturados?
Parte desta ação faça parte do cronograma deste projeto de Extensão Arte e Cultura, pois alem de oficinas a cerca de conservação de acervo com técnicos/pesquisadores do Museu Nacional, haverá oficinas de artesanato, visitas guiadas e a re-inauguração da exposição Ritual Tikuna (com fotos da Festa da Moça Nova ocorrida em Lauro Sodré, 2010 e fotos de 1956 do acervo do Dr. Roberto Cardoso de Oliveira doadas ao Museu Magüta pelo pesquisador João Martinho de Mendonça da UFPB).

PROGRAMAÇÃO

Exposição: Ritual Ticuna:Passado e Presente,1959-2010.Fotos da festa da moça nova tiradas em Lauro Sodre (2010), e do acervo Roberto Cardoso de Oliveira doadas ao Museu.Organização Rafael Pessôa e Angela Melo.

De 19 a 30 de setembro das 9 as 17 horas

Exibição de filmes: Mostra de filmes sobre a cultura Tikuna e demais documentários com temática indígena do acervo do Museu, serão apresentados durante várias sessões.

Das 9 as 17 dos dias 19 a 22

Sessão Indígenas 1-artes:
Premio anaconda, mostra de quatro (04) filmes premiados entre outros, “As cores tikuna”, “moyongo, Ikpeng”, etc.
Arte e desenhos indígena uma produção da UNB de 2005

Sessão Indígenas 2-contato origens:
Guerra de pacificação produção francesa
Primeiro contato dos Korubo, produção BBC

Sessão Amazônia e o audiovisual-
O cineasta da selva
Explorando a Amazônia vol.1,2 e3 produção BBC

Sessão Indígena 7-Magüta
Maguta a saga de um povo
Tikuna e a CGTT, organização do movimento.

Oficina: Criação livre de artensato tikuna, revendo técnicas e artefatos junto aos mais velhos da comunidade.coordenado pela senhora Dionísia Almeida.
De 19 a 25 de setembro das 9 as 16 horas
Atividade realizada em Filadélfia, casa da CGTT.

Visita guiada: Visita guiada por Tikuna na exposição permanente com explicações sobre artefatos e curiosidades sobre a cultura Magüta.Coordenador Nino Fernandes.
De 19 a30 de setembro das 10 as 16 horas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Algumas situações sobre os isolados e as políticas de governo.


Ola apontaremos algumas situações sobre os isolados e as políticas de governo. No dia 28 de maio de 2008 veio a publico ‘as novas remessas de imagens dos isolados’ no estado do Acre fronteira com o Peru, e a atenção internacional voltou-se indignada pelas ameaças de suas terras e sues modos de vida. Apesar de tanta polêmica Governos, políticos, corporações ignoram os direitos e exploram, invadem as terras impunemente. Entre tantas ameaças que poderíamos enumeras a ‘frente de exploração’- que atira sem hesitar, é sem sombra de dúvida, o primeiro contato (historicamente não datado), ao menos a primeira impressão desse encontro com o outro para os índios. Muito provavelmente as primeiras doenças, como conjuntivite, gripe...
Os Awa na divisa dos estados do Maranhão e Para, estão fugindo das escavadeiras que abrem estradas na mata e destroem as suas terras (parte maranhense da Amazônia brasileira). Madeireiros, criadores de gado e colonos estão invadindo. São abertas ilegalmente estradas em território indígena onde os grupos de ‘isolados Awa’ estão vivendo.
‘Nós vivemos na profundeza da floresta e estamos encurralados conforme madeireiros avançam. Estamos sempre fugindo. Sem a floresta, não somos ninguém e não temos como sobreviver.’ (To’o Awá)

O governo reconhece o direito à posse, mas, no entanto, as autoridades falham em impedir tais invasões, muitas das vezes os madeireiros bloqueiam as estradas impedindo a Policia Federal de entrar nas terras para que sejam investigadas.
Mas veja bem, por outro lado quando é de interesse as ações acontecem, por exemplo, os limites de algumas Unidades de Conservação estão sendo alterado para poder abrigar hidroelétricas, foi uma medida provisória que alterou a demarcação de pelo menos três parques Nacionais na Amazônia liberando a exploração mineral no entorno, com essa mudança as empreiteiras poderão instalar canteiros de obras das usinas de Tabajara, Santo Antonio e Jirau.
Muitas ações estão sendo marcada pela falta de dialogo e omissão de informações por partes dos gestores (entenda-se Governo), a usina de Belo Monte vai servir mesmo as mineradoras do entorno, em alguns de seus canteiros já começam a chegar maquinas e o pior que o governo não tem solução nenhuma ate agora sobre o que fazer com o deslocamento de cerca de 30 mil pessoas que serão atingidas. Ainda pior o desrespeito a constituição que proíbe que se arranquem os indígenas de suas terras originais. E já esta acontecendo problemas de invasão de terra, nos transportes, na segurança e na saúde pública em algumas cidades como Altamira.
Em Campo Grande no Mato Grosso, aconteceu o IV seminário Povos Indígenas e Sustentabilidade, realizada pelo Projeto rede de Saberes da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) os trabalhos estão disponíveis no site: http://neppi. org/eventos/ 4sustentabilidad e/cd.htm.
Tem também um site interessantes sobre a história das coisas confiram: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E
E aqui no Alto Solimões? Onde esta as mudanças na educação, saúde indígena? E a reestruturação da FUNAI? Atalaia do Norte? Juruá? Atenções não fiquem como massa de manobra, mudar é preciso, lembrem-se todo dia é dia de índio. Alcemos vôo alto em busca de melhorias que já há muito demora a chegar. Acreditemos no novo, mas claro sem esquecer-se de nosso fundamental envolvimento/comprometimento, colocando toda a nossa contribuição pra um mundo melhor.

Esta acontecendo em setembro a Primavera dos museus, o Museu Magüta em parceria com o Museu Nacional/UFRJ e o Instituto Natureza e Cultura/UFAM esta participando com diversas atividades a partir do dia 19 de setembro:
Exposição: Ritual Ticuna:Passado e Presente,1959-2010.Fotos da festa da moça nova tiradas em Lauro Sodre (2010), e do acervo Roberto Cardoso de Oliveira doadas ao Museu pelo pesquisador João Martinho de Mendonça da UFPB.Organização Prof. Rafael Pessôa e Angela Melo.
Exibição de filmes: Mostra de filmes sobre a cultura Tikuna e demais documentários com temática indígena do acervo do Museu, várias sessões.
Curso e Oficina: criação livre de artesanato Tikuna (no Museu e na comunidade), revendo técnicas e artefatos junto aos mais velhos da comunidade. Coordenado pela senhora Dionísia Almeida e Hilda Pinto Felix.
Visita guiada: Visita guiada a exposição permanente com explicações sobre artefatos e curiosidades sobre a cultura Magüta.Coordenado pelo Sr. Nino Fernandes.
Para um mundo melhor a ação começa com você, e veja um passo à frente e você não esta no mesmo lugar. PARTICIPE, OU VAI FICAR AI PARADO?

quarta-feira, 22 de junho de 2011


Alguns acontecimentos e pensamentos. Como estamos? Participei da reunião junto a Setorial Indígena no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) no Ministério da Cultura, Na pauta conversas com o presidente da FUNAI- Sr. Marcio Meira e Sr. Francisco Piyako Ashaninka (que alias esteve recentemente na reunião e eleição da nova diretoria do Univaja que aconteceu na T.I. Vale do Javari), e claro importantes interlocutores da política cultural do atual governo com destaque para a Secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Marta Porto.
Fiquemos atentos ao site do Minc, pois parece que serão lançados novos editais, por agora esta fechando o edital do Itaú cultural, confira... Ainda há tempo.
Vejam um trecho inicial do manifesto do CNPC: “Os representantes do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC, no Fórum Interconselhos do PPA 2012-2015, em Brasília – DF, nos dias 24 e 25 de maio de 2011, reconhecem e enaltecem a iniciativa do Governo Federal nos processos de consulta à sociedade civil e de fortalecimento dos conselhos nacionais na pactuação de políticas públicas, em especial na discussão de seus planos plurianuais.”
Quanto aos gestores dos municípios do Alto Solimões e do Brasil é importante organizar e planejar ações na área de cultura, chamar os agentes culturais locais, todos os demais interessados, pois o Plano Nacional de Cultura, que ainda circula para aprovação no Senado tem como uma de suas premissas o envolvimento (protagonismo) e encaminhamento dos municípios de suas necessidades, e diretrizes para ações na cultura. Busque na internet o Plano Setorial pra Cultura Indígena e o Plano Setorial de Política para Cultura Popular (na biblioteca do Instituto Natureza e Cultura/UFAM temos esses planos setoriais e também os de musica, dança, audiovisual, circo, etc. para consulta), se não nos apoderarmos desses documentos, e organizadamente estabelecer pontes de dialogo e ações para fazer valer o que está escrito, vai continuar no papel e pior com pouquíssimo acesso aos maiores interessados- a população brasileira. Cultura não se faz sozinho!!!
Com relação aos territórios etno-educacionais? E a Sesai? E a reestrutura da FUNAI? O que estamos fazendo? Recentemente no caso do Javari tivemos uma reunião do Conselho Distrital com o novo coordenador, os índios estão mais uma vez na esperança de poder ser diferente de agora em diante (tem a Revista índio na internet com uma entrevista sobre a situação de saúde); os Yanomami, insatisfeitos têm tomados atitudes mais drásticas para enxergarem alguma solução no horizonte de ações na saúde.
É importante mergulharmos fundo nos problemas e não apenas determo-nos aos atores e gestão das políticas, se realmente quisermos solucionar os problemas, reagir não significa uma disputa por espaço político e poder, mas, sim encaminhamento das possíveis soluções. O que fazer? Um passo a frente e você já não esta no mesmo lugar.
Disse o sábio: no futuro, a civilização será capaz de solucionar problemas simplesmente não permitindo que se tornem problemas. Afinal, estamos todos nessa enorme aldeia universal, o que afeta um, também afeta, o outro, cedo ou tarde.
Raramente existem soluções breves para problemas duradouros, o importante é a iniciativa para solucioná-los, conscientize-se, pois pequenos ajustes podem resultar em grandes avanços ao longo do tempo.
Às vezes vivemos cegos sob as nuvens que nos próprios criamos, nesses momentos, deixamos de apreciar e prezar pelas belezas que nosso mundo pode abrigar enquanto for saudável, bem como ele (nosso mundo) nos mantém saudáveis e produtivos. É preciso um pouco de juízo e colocar a saúde acima do medo, desespero e interesses pessoais mundanos que não trazem a felicidade pra ninguém, o ‘normal’ ocidental faz mal.
"Realidades são o que fazemos delas, não o que elas fazem de nós ou o que nos fazem fazer" (Roy Wagner).
No contato visite http://indiosdonossotempo.blogspot.com
Ate o próximo!