Mostra Infantil para o Dia Internacional da Animação 2010
Filmes:
Meu Amigãozão – Castelo nas Nuvens – Dir. Andrés
Lieban
2D – 12min56seg – 2009 – Rio de Janeiro – RJ
Sinopse: Lili descobre um castelo nas nuvens e fica super
empolgada! Está pronta para começar o seu reinado quando
percebe que seu fabuloso castelo fica no topo de uma
montanha. Isso é um grande problema já que ela morre de
medo de altura. Como não quer que ninguém fique sabendo
deste segredo, convence a todos que é Nessa que está com
medo. Será que Lili conseguirá enfrentar esse desafio e
chegar no seu castelo.
Josué e o Pé de Macaxeira – Dir. Diogo Viegas
2D – 12min20seg – 2009 - Rio de Janeiro – RJ
Sinopse: Ao trocar seu burro por uma
"macaxeira mágica", Josué descobre que não são apenas
feijões que podem nos levar a uma aventura fantástica.
Dias de Sol – Dir. Luciano Lagares
2D – 1min – 2005 - São Paulo – SP
Sinopse: Em dias de sol a vida rotineira parece ser mais
confortável. Basta uma simples chuva de verão para por
fim à rotina e transformar tudo num enorme desconforto.
Inspirado pelos desenhos do filho, o inventor aproveita
para exercer seu ofício, criando os guarda-chuvas de
acordo com a personalidade de cada cliente.
Desentralha S.A. - Dir. Maurício Castanõ
2D - 11min25seg - 2010 - Rio de Janeiro - RJ
Sinopse: A Desentralha S.A. foi bolada exclusivamente
para tirar crianças de qualquer encrenca - por mais
pavorosa que ela seja! Verdade seja dita, quanto mais
criativos os clientes, mais entusiasmados ficam os sócios
dessa empresa mirabolante.
Escola pra cachorro – Koda Cachinhos Dourados Dir.
Stefan Leblanc
Técnica mista – 11min – 2009 – São Paulo – SP
Sinopse: Todas as manhãs, homens e mulheres deixam
seus simpáticos cachorros numa escola extremamente
divertida. Os filhotes brincam o dia todo, aprendem uns
sobre os outros. O conceito do desenho gira em torno do
mundo multi-cultural, em que respeitar e aceitar as
diferenças não é apenas uma questão de boa educação,
mas de necessidade.
Tromba Trem - O estrangeiro – Dir.Zé Brandão
2D digital – 11min15seg – 2009 – Rio de Janeiro – RJ
Sinopse: Um elefante perde a memória ao cair do céu em
pleno cerrado brasileiro, onde encontra uma tamanduá
vegetariana e uma colônia de cupins que acreditam ser de
outro planeta. Todos juntos embarcam num trem a vapor.
Programa Internacional para o Dia Internacional da Animação 2010
Voa Voa num Prédio de Lisboa – Dir. Joana Toste
desenho sobre papel - 3min – 2009 - Portugal
Sinopse: É lógico que é fácil viver num mundo com lógica,
usando logicamente a lógica.
Pássaros – Dir. Filipe Abranches
desenho sobre papel – 7min -2009 - Portugal
Sinopse:A desventura de uma velha mulher obcecada com
pássaros e do seu filho, que pensa poder voar.
Diário de uma Inspectora do Livro de Recordes – Dir.
Tiago Albuquerque
Flash – 11min38seg – 2009 - Portugal
Sinopse: Quadros da vida de uma mulher responsável pela
verificação dos recordes do Livro do Guinness.
Kensho – Dir. Daniel Kang
2D/3D – 3min57seg min – 2009 - EUA
Sinopse: Um poema visual que começa como um dia normal na
vida de uma jovem, mas termina em catarse espiritual.
Traduzindo para a mente o "verdadeiro eu" ou a "verdade",
“Kensho” descreve experiências de iluminação súbita ou breve
no Zen Budismo.
Zsa Zsa Zsu – Dir. Tromarama
Stop-Motion – 4 min42seg – 2007 - Indonésia
Sinopse: curta de animação em stop-motion com botões de
roupas.
The Tale of How – Dir.The Blackheart Gang
3D – 4min31seg – 2006 – África do Sul
Sinopse: Uma viagem fantástica sobre a criação da vida.
Grandma Lo'A Lo'A (Hajja Lolo) - Dir. Hussain Nemr
2D – 2min39seg – 2006 - Egito
Sinopse: Vovó Lo'A Lo'A está empenhada em sobreviver à
relação tumultuada entre um cão e um gato. Será que ela
vai conseguir?
HM HM – Dir. Mohamed Ghazala
2D – 2min17seg – 2005 - Egito
Sinopse: O que acontece quando um cliente não quer pagar
a conta pela comida que comeu?
Hide & Seek - Director: Sherif Abbas
2D - 2min26seg – 2007 - Egito
Sinopse: Um pequeno garoto se esconde de quem está à
procura dele, mas será tudo em vão?
Ooga Booga Samba Mamba – Dir. Vaibhav Kumaresh
3D – 3min50’seg – 2007 - Índia
Sinopse: curta animado sobre esportes no tempo dos
“homens das cavernas”.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Sobre os últimos dias no Alto Solimões e politica
Ola leitores como estão? Acabamos de realizar a Mostra Vídeo índio Brasil 2010 aqui nas cidades de Tabatinga e Benjamin.
Em Benjamin apesar de contar com uma equipe de estudantes do INC-UFAM (Angela e Alveris), infelizmente contou com a mente atrasada da Secretaria de Educação Sra. Fracyclaire Mello e do Coordenador da Biblioteca Municipal Sr. Aristelio de Oliveira ambos não apoiaram a atividade, não responderam nenhuma das cartas e os convites encaminhados, ao encontrar informalmente com o Sr. Aristelio este alegou para não ceder o espaço publico da Biblioteca que a “população não esta acostumada a estes tipos de eventos e iria danificar auditório da biblioteca, que os eventos são destinados a um publico seletivo e não aberto a toda população do município” uma vergonha tendo em vista que bem próximo a Biblioteca temos o primeiro Museu Indígena do Brasil, o Magüta, que mantém suas portas abertas (apesar do preconceito da população local) gratuitamente aos moradores do município de Benjamin, e mesmo enfrentando dificuldades financeiras se mostra aberto ao dialogo e a interatividade cultural fundamental nos dias de hoje, mas, parece que neste município ainda não saímos do sistema de barracão ou ainda pior as trevas da Idade Média. A Mostra aconteceu na Escola Estadual Imaculada Conceição.
Em Tabatinga contamos com a Secretária de Turismo e o Coordenador de Cultura Valdiney que deu apoio ao evento cedendo o espaço do Centro de Informações ao Turista para a mostra de documentários indígenas que também contou com sessões no auditório da UEA. Na UEA agradecimentos especiais ao diretor do Campus Sr. Roberto Lessa que disponibilizou o auditório e apoio de técnicos para operar os equipamentos, possibilitando debates após a mostra dos filmes, agradeço também ao Professor Fred que ajudou na exibição dos filmes da Mostra, e a Rádio Nacional Alto Solimões que deu ampla divulgação ao evento com espaço inclusive para entrevistas, muito obrigado!
Bem com relação aos acontecimentos indígenas ocorreu entre os dias 16 e 19 de agosto o VII Acampamento Terra Livre (ATL) em campo grande Mato Grosso do Sul com cerca de 800 lideranças representantes de mais de 230 povos indígenas brasileiros. O encontro é considerado a principal assembléia e instância máxima de decisão do Movimento Indígena Brasileiro. Busca-se através deste encontro apontar as promessas não cumpridas pelo governo brasileiro e "reivindicações e propostas comuns para uma nova política indigenista do Estado Brasileiro, marcada pelo respeito total aos direitos fundamentais e originários dos povos indígenas".
O Acampamento Terra Livre baseará sua agenda de debate nos temas: demarcação; criminalização de lideranças, impactos do Programa de Aceleração do Crescimento e dos grandes empreendimentos em Terras Indígenas; Estatuto dos Povos Indígenas; Secretaria Especial de Saúde Indígena; reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai); Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI) e o Conselho Nacional de Política Indigenista.
Tradicionalmente, o Acampamento é realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no Distrito Federal, no entanto, a fim de dar maior visibilidade à situação dos indígenas Guarani Kaiowá (e também porque na Esplanada dos ministérios em Brasília já se encontra o Acampamento Revolucionário Indígena), o encontro nacional foi transferido para o Mato Grosso do Sul. O intuito é chamar a atenção do Brasil e do mundo para a situação de penúria sofrida pelos indígenas do Estado.
Os Kaiwoa tem sofrido com as investidas do governo e dos grandes proprietários de terra, que adotaram uma clara postura anti-indígena e chegaram a afirmar que o Mato Grosso do Sul não é terra de índio e nem será.
Situação semelhante também é enfrentada pelos indígenas do Nordeste, entre eles, os Tupinambá, que têm suas comunidades localizadas no Sul da Bahia. A situação enfrentada por estes povos fará parte das principais discussões do encontro. "Nós perdemos nossa terra, nossos peixes e nossa mata, mas não perdemos nossa cultura, nossa língua, nem nossos costumes e por isso não vamos desistir e deixar de lutar pela demarcação e por todos os nossos direitos", encerrou Anastácio.
Já na Amazônia peruana, Grupos indígenas anunciaram que planejam lançar seu próprio partido político antes das eleições no país programadas para 2011. Seu líder, Alberto Pizango, disse que pretende fazer campanha para proteger a floresta e os direitos dos índios dos Andes e do Amazonas. O anúncio acontece cerca de um ano após esses grupos terem protagonizado um dos maiores levantes indígenas da história recente do Peru. Em entrevista coletiva, representantes da Aidesep (Associação
Interétnica da Selva Peruana), maior organização de índios amazônicos
do país, disseram que seu partido, a Aliança para uma Alternativa para
a Humanidade (Aphu), nasce não apenas como um partido indígena, e sim
com uma agenda nacional. Na língua dos índios quechua, a palavra apu quer dizer "líder"ou "deus da montanha".
Em resposta falando à BBC, o ex-ministro do Interior do Peru Fernando Rospigliosi protestou contra "Isto é parte do efeito Evo, pelo qual líderes que promovem a desordem e recorrem a uma série de atos violentos julgam que isso pode levá-los ao poder", afirmou. "Mas o Peru não é a Bolívia. Aqui não vai
acontecer isso". Historicamente, a população indígena na região amazônica do Peru nunca foi representada na política nacional.
A Aidesep é uma federação que reúne mais de 60 tribos do Amazonas peruano. No ano passado, índios protestaram violentamente contra empreendimentos ligados à extração de petróleo no Amazonas. Pizango nega as acusações de ter liderado o levante, em que tribos bloquearam estradas perto da cidade de Bagua. Mais de 30 pessoas morreram nos confrontos entre índios e policiais. Pizango fugiu para a Nicarágua para evitar a prisão, mas retornou ao Peru em maio e está em liberdade condicional.
O governo peruano estima que haja 400 mil índios na Amazônia peruana, mas Pizango afirma que eles são em torno de um milhão. Ao contrário do que ocorre na Bolívia e no Equador, a grande população indígena do Peru não tem um papel ativo na política nacional peruana nos tempos modernos. Em junho último, o presidente do país, Alan Garcia, se recusou a assinar uma lei que daria aos povos indígenas mais poder para
suspender projetos envolvendo mineração e extração de petróleo em suas
terras. A lei foi aprovada pelo Congresso, mas Garcia disse que não poderia
deixar comunidades indígenas interromperem o desenvolvimento que
beneficiaria a todos os peruanos.
Pois por aqui não é muito diferente ou vocês acham que os projetos do PAC, Belo Monte e tantas outras hidroelétricas estão paradas no papel? Viram recentemente os Enawene Nawe fazendo não indígenas de refém? Pois é para alguns os peixes e os ciclos das águas não são danos contornáveis, mas parte fundamental de sua forma de vida. Participe não fique ai parado HTTP://indiosdonossotempo.blogspot.com
Em Benjamin apesar de contar com uma equipe de estudantes do INC-UFAM (Angela e Alveris), infelizmente contou com a mente atrasada da Secretaria de Educação Sra. Fracyclaire Mello e do Coordenador da Biblioteca Municipal Sr. Aristelio de Oliveira ambos não apoiaram a atividade, não responderam nenhuma das cartas e os convites encaminhados, ao encontrar informalmente com o Sr. Aristelio este alegou para não ceder o espaço publico da Biblioteca que a “população não esta acostumada a estes tipos de eventos e iria danificar auditório da biblioteca, que os eventos são destinados a um publico seletivo e não aberto a toda população do município” uma vergonha tendo em vista que bem próximo a Biblioteca temos o primeiro Museu Indígena do Brasil, o Magüta, que mantém suas portas abertas (apesar do preconceito da população local) gratuitamente aos moradores do município de Benjamin, e mesmo enfrentando dificuldades financeiras se mostra aberto ao dialogo e a interatividade cultural fundamental nos dias de hoje, mas, parece que neste município ainda não saímos do sistema de barracão ou ainda pior as trevas da Idade Média. A Mostra aconteceu na Escola Estadual Imaculada Conceição.
Em Tabatinga contamos com a Secretária de Turismo e o Coordenador de Cultura Valdiney que deu apoio ao evento cedendo o espaço do Centro de Informações ao Turista para a mostra de documentários indígenas que também contou com sessões no auditório da UEA. Na UEA agradecimentos especiais ao diretor do Campus Sr. Roberto Lessa que disponibilizou o auditório e apoio de técnicos para operar os equipamentos, possibilitando debates após a mostra dos filmes, agradeço também ao Professor Fred que ajudou na exibição dos filmes da Mostra, e a Rádio Nacional Alto Solimões que deu ampla divulgação ao evento com espaço inclusive para entrevistas, muito obrigado!
Bem com relação aos acontecimentos indígenas ocorreu entre os dias 16 e 19 de agosto o VII Acampamento Terra Livre (ATL) em campo grande Mato Grosso do Sul com cerca de 800 lideranças representantes de mais de 230 povos indígenas brasileiros. O encontro é considerado a principal assembléia e instância máxima de decisão do Movimento Indígena Brasileiro. Busca-se através deste encontro apontar as promessas não cumpridas pelo governo brasileiro e "reivindicações e propostas comuns para uma nova política indigenista do Estado Brasileiro, marcada pelo respeito total aos direitos fundamentais e originários dos povos indígenas".
O Acampamento Terra Livre baseará sua agenda de debate nos temas: demarcação; criminalização de lideranças, impactos do Programa de Aceleração do Crescimento e dos grandes empreendimentos em Terras Indígenas; Estatuto dos Povos Indígenas; Secretaria Especial de Saúde Indígena; reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai); Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI) e o Conselho Nacional de Política Indigenista.
Tradicionalmente, o Acampamento é realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no Distrito Federal, no entanto, a fim de dar maior visibilidade à situação dos indígenas Guarani Kaiowá (e também porque na Esplanada dos ministérios em Brasília já se encontra o Acampamento Revolucionário Indígena), o encontro nacional foi transferido para o Mato Grosso do Sul. O intuito é chamar a atenção do Brasil e do mundo para a situação de penúria sofrida pelos indígenas do Estado.
Os Kaiwoa tem sofrido com as investidas do governo e dos grandes proprietários de terra, que adotaram uma clara postura anti-indígena e chegaram a afirmar que o Mato Grosso do Sul não é terra de índio e nem será.
Situação semelhante também é enfrentada pelos indígenas do Nordeste, entre eles, os Tupinambá, que têm suas comunidades localizadas no Sul da Bahia. A situação enfrentada por estes povos fará parte das principais discussões do encontro. "Nós perdemos nossa terra, nossos peixes e nossa mata, mas não perdemos nossa cultura, nossa língua, nem nossos costumes e por isso não vamos desistir e deixar de lutar pela demarcação e por todos os nossos direitos", encerrou Anastácio.
Já na Amazônia peruana, Grupos indígenas anunciaram que planejam lançar seu próprio partido político antes das eleições no país programadas para 2011. Seu líder, Alberto Pizango, disse que pretende fazer campanha para proteger a floresta e os direitos dos índios dos Andes e do Amazonas. O anúncio acontece cerca de um ano após esses grupos terem protagonizado um dos maiores levantes indígenas da história recente do Peru. Em entrevista coletiva, representantes da Aidesep (Associação
Interétnica da Selva Peruana), maior organização de índios amazônicos
do país, disseram que seu partido, a Aliança para uma Alternativa para
a Humanidade (Aphu), nasce não apenas como um partido indígena, e sim
com uma agenda nacional. Na língua dos índios quechua, a palavra apu quer dizer "líder"ou "deus da montanha".
Em resposta falando à BBC, o ex-ministro do Interior do Peru Fernando Rospigliosi protestou contra "Isto é parte do efeito Evo, pelo qual líderes que promovem a desordem e recorrem a uma série de atos violentos julgam que isso pode levá-los ao poder", afirmou. "Mas o Peru não é a Bolívia. Aqui não vai
acontecer isso". Historicamente, a população indígena na região amazônica do Peru nunca foi representada na política nacional.
A Aidesep é uma federação que reúne mais de 60 tribos do Amazonas peruano. No ano passado, índios protestaram violentamente contra empreendimentos ligados à extração de petróleo no Amazonas. Pizango nega as acusações de ter liderado o levante, em que tribos bloquearam estradas perto da cidade de Bagua. Mais de 30 pessoas morreram nos confrontos entre índios e policiais. Pizango fugiu para a Nicarágua para evitar a prisão, mas retornou ao Peru em maio e está em liberdade condicional.
O governo peruano estima que haja 400 mil índios na Amazônia peruana, mas Pizango afirma que eles são em torno de um milhão. Ao contrário do que ocorre na Bolívia e no Equador, a grande população indígena do Peru não tem um papel ativo na política nacional peruana nos tempos modernos. Em junho último, o presidente do país, Alan Garcia, se recusou a assinar uma lei que daria aos povos indígenas mais poder para
suspender projetos envolvendo mineração e extração de petróleo em suas
terras. A lei foi aprovada pelo Congresso, mas Garcia disse que não poderia
deixar comunidades indígenas interromperem o desenvolvimento que
beneficiaria a todos os peruanos.
Pois por aqui não é muito diferente ou vocês acham que os projetos do PAC, Belo Monte e tantas outras hidroelétricas estão paradas no papel? Viram recentemente os Enawene Nawe fazendo não indígenas de refém? Pois é para alguns os peixes e os ciclos das águas não são danos contornáveis, mas parte fundamental de sua forma de vida. Participe não fique ai parado HTTP://indiosdonossotempo.blogspot.com
sexta-feira, 30 de julho de 2010
MOSTRA VIDEO INDIO BRASIL 2010 TABATINGA
VÍDEO ÍNDIO BRASIL 2010 - MOSTRA
NACIONAL
DATA TÍTULOS/SINOPSES
Abertura –
31 de julho de 2010
(Sábado)
1 – “Já me transformei em imagem”
Direção: Zezinho Yube / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 32 min. / AC - Hunikui
(Kaxinawá) / Livre
Sinopse: Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores dos
filmes e por seus personagens. Do tempo do contato, passando pelo cativeiro nos
seringais, até o trabalho atual com o vídeo, os depoimentos dão sentido ao
processo de dispersão, perda e reencontro vividos pelos Huni kui.
2 – “De volta à terra boa”
Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 21min. / MT - Panará /
Livre
Sinopse: Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro
de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem
branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e
reconquista da posse de suas terras.
Palestra de abertura Rafael Pessoa
01 de agosto de 2010
(Domingo)
3 – “Corumbiara”
Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2009 / 117 min. / RO -
Akuntsu e Kanoê / Livre
Sinopse: Em 1985, o indigenista Marcelo Santos denuncia um massacre de índios
na Gleba Corumbiara (RO) e Vincent Carelli filma o que resta das evidências.
Bárbaro demais, o caso passa por fantasia e cai no esquecimento. Marcelo e sua
equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois,
“Corumbiara” revela essa busca e a versão dos índios.
4 – “Kuhi ikugü, os Kuikuro se apresentam”
Direção: Coletivo Kuikuro de Cinema / Vídeo nas Aldeias / 2007 / 7 min. / MT -
Kuikuro / Livre
Sinopse: Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando
pelos conflitos com os brancos até as mudanças de suas vidas no mundo
contemporâneo.
Palestra. Responsável da FUNAI pela frente de proteção ambiental Vale do Javari
02 de agosto de 2010
(Segunda-feira)
5 – “Pi’õnhitsi, mulheres Xavante sem nome”
Direção: Divino Tserewahú / Vídeo nas Aldeias / 2009 / 56 min. / MT - Xavante /
Livre
Sinopse: Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de
iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas
desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme,
jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização
desta festa.
6 – “Pajerama”
Direção: Leonardo Cadaval / 2008 / 9 min. / SP - Animação / Livre
Sinopse: Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, que revelam
mistérios de tempo e espaço.
03 de agosto de 2010
(Terça-feira)
7 – “Porahey”
Direção: Alunos da Oficina do projeto Ava Marandu / 2010 / 27'33'' / MS –
Guarani / Livre
Sinopse: Registro sensível de histórias, sons e maneiras de fazer que alimentam o
imaginário e cotidiano de um povo. Em outras palavras, são recortes do
“universo” dos Guarani da aldeia Te'ýikue .
8 – “Imbé gikegü - cheiro de pequi”
Direção: Tarumã e Maricá Kuikuro / Vídeo nas Aldeias / 2006 / 36min. / MT -
Kuikuro / Livre
Sinopse: É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando
ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi. Mas nem
sempre foi assim: se não fosse por uma morte, o pequi talvez jamais fosse real.
Ligando o passado ao presente, os realizadores kuikuro contam uma história de
perigos e prazeres, de sexo e traição, onde homens e mulheres, beija-flores e
jacarés constroem um mundo comum.
Palestra CTI
04 de agosto de 2010
(Quarta-feira)
9 – “Mokoi tekoá petei jeguatá - duas aldeias, uma caminhada”
Direção: Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites / Vídeo nas Aldeias /
2008 / 63min. / RS - Guarani-Mbya / Livre
Sinopse: Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani
dependem da venda do seu artesanato para sobreviver. Três jovens Guarani
acompanham o dia-a-dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do
primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os brancos de hoje.
10 – “Kré”
Direção: Francele Cocco / 2009 / 8 min / RS – Kaigang / Livre
Sinopse: Dona Natália, índia moradora da reserva da Serrinha, explica a
confecção de cestos e balaios kaigang, desde a extração da matéria prima, até a
comercialização nas cidades do RS e SC.
05 de agosto de 2010
(Quinta-feira)
11 – “Kene Yuxi, as voltas do kene”
Direção: Zezinho Yube / 2010 / 48min. / AC - Hunikui (Kaxinawá)
Sinopse: Ao tentar reverter o abandono das tradições do seu povo e seguindo as
pesquisas do seu pai, o professor e escritor Joaquim Maná, Zezinho Yube corre
atrás dos conhecimentos dos grafismos tradicionais das mulheres Huni Kui
auxiliado por sua mãe.
12 – “Indígenas digitais”
Direção: Sebastian Gerlic / 2010 / 26 min. / BA - Tupinambá (BA), a Pataxó
Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi
(RR) e Bakairi (MT) / Livre
Sinopse: Representantes de várias etnias relatam como celulares, câmeras
fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo
ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e
nas relações destas com o mundo globalizado.
06 de agosto de 2010
(Sexta-feira)
13 – “A gente luta, mas come fruta” / Vídeo nas Aldeias (PE) / 2006 / 40min. /
AC - Ashaninka / Livre
Diretor: Valdete Pinhanta e Issac Pinhanta
Sinopse: O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA
no rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para
recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com
espécies nativas, e por outro, sua luta contra os madeireiros que invadem sua
área na fronteira com o Peru.
Palestra de Rafael Pessoa
07 de agosto de 2010
(Sábado)
Encerramento
14 – “Terra vermelha”
Direção: Marcos Bechis /2008 / 1h48min
Sinopse: O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade
para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência
do homem branco. Um dos motivos do desaparecimento gradual da cultura reside
no conflito gerado pela disputa de terras entre a comunidade indígena e os
fazendeiros da região. Para os Kaiowá, essas terras representam um verdadeiro
patrimônio espiritual e a separação que sofreram desse espaço é a causa dos
males que os rodeia.
Elenco: Matheus Nachtergaele (Dimas), Cláudio Santamaría (Roberto), Alicelia
Baptista (Lia), Chiara Caselli (Beatrice), Abrisio Da Silva Pedro (Osvaldo),
Ademilson Concianza Verga (Ireneu), Ambrósio Vilhalva (Nadio), Fabiane
Pereira Da Silva (Maria), Eliane Juca Da Silva (Mami) e Leonardo Medeiros
(Lucas Moreira).
Palestra de Rafael Pessoa encerramento
NACIONAL
DATA TÍTULOS/SINOPSES
Abertura –
31 de julho de 2010
(Sábado)
1 – “Já me transformei em imagem”
Direção: Zezinho Yube / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 32 min. / AC - Hunikui
(Kaxinawá) / Livre
Sinopse: Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores dos
filmes e por seus personagens. Do tempo do contato, passando pelo cativeiro nos
seringais, até o trabalho atual com o vídeo, os depoimentos dão sentido ao
processo de dispersão, perda e reencontro vividos pelos Huni kui.
2 – “De volta à terra boa”
Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 21min. / MT - Panará /
Livre
Sinopse: Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro
de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem
branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e
reconquista da posse de suas terras.
Palestra de abertura Rafael Pessoa
01 de agosto de 2010
(Domingo)
3 – “Corumbiara”
Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2009 / 117 min. / RO -
Akuntsu e Kanoê / Livre
Sinopse: Em 1985, o indigenista Marcelo Santos denuncia um massacre de índios
na Gleba Corumbiara (RO) e Vincent Carelli filma o que resta das evidências.
Bárbaro demais, o caso passa por fantasia e cai no esquecimento. Marcelo e sua
equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois,
“Corumbiara” revela essa busca e a versão dos índios.
4 – “Kuhi ikugü, os Kuikuro se apresentam”
Direção: Coletivo Kuikuro de Cinema / Vídeo nas Aldeias / 2007 / 7 min. / MT -
Kuikuro / Livre
Sinopse: Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando
pelos conflitos com os brancos até as mudanças de suas vidas no mundo
contemporâneo.
Palestra. Responsável da FUNAI pela frente de proteção ambiental Vale do Javari
02 de agosto de 2010
(Segunda-feira)
5 – “Pi’õnhitsi, mulheres Xavante sem nome”
Direção: Divino Tserewahú / Vídeo nas Aldeias / 2009 / 56 min. / MT - Xavante /
Livre
Sinopse: Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de
iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas
desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme,
jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização
desta festa.
6 – “Pajerama”
Direção: Leonardo Cadaval / 2008 / 9 min. / SP - Animação / Livre
Sinopse: Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, que revelam
mistérios de tempo e espaço.
03 de agosto de 2010
(Terça-feira)
7 – “Porahey”
Direção: Alunos da Oficina do projeto Ava Marandu / 2010 / 27'33'' / MS –
Guarani / Livre
Sinopse: Registro sensível de histórias, sons e maneiras de fazer que alimentam o
imaginário e cotidiano de um povo. Em outras palavras, são recortes do
“universo” dos Guarani da aldeia Te'ýikue .
8 – “Imbé gikegü - cheiro de pequi”
Direção: Tarumã e Maricá Kuikuro / Vídeo nas Aldeias / 2006 / 36min. / MT -
Kuikuro / Livre
Sinopse: É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando
ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi. Mas nem
sempre foi assim: se não fosse por uma morte, o pequi talvez jamais fosse real.
Ligando o passado ao presente, os realizadores kuikuro contam uma história de
perigos e prazeres, de sexo e traição, onde homens e mulheres, beija-flores e
jacarés constroem um mundo comum.
Palestra CTI
04 de agosto de 2010
(Quarta-feira)
9 – “Mokoi tekoá petei jeguatá - duas aldeias, uma caminhada”
Direção: Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites / Vídeo nas Aldeias /
2008 / 63min. / RS - Guarani-Mbya / Livre
Sinopse: Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani
dependem da venda do seu artesanato para sobreviver. Três jovens Guarani
acompanham o dia-a-dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do
primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os brancos de hoje.
10 – “Kré”
Direção: Francele Cocco / 2009 / 8 min / RS – Kaigang / Livre
Sinopse: Dona Natália, índia moradora da reserva da Serrinha, explica a
confecção de cestos e balaios kaigang, desde a extração da matéria prima, até a
comercialização nas cidades do RS e SC.
05 de agosto de 2010
(Quinta-feira)
11 – “Kene Yuxi, as voltas do kene”
Direção: Zezinho Yube / 2010 / 48min. / AC - Hunikui (Kaxinawá)
Sinopse: Ao tentar reverter o abandono das tradições do seu povo e seguindo as
pesquisas do seu pai, o professor e escritor Joaquim Maná, Zezinho Yube corre
atrás dos conhecimentos dos grafismos tradicionais das mulheres Huni Kui
auxiliado por sua mãe.
12 – “Indígenas digitais”
Direção: Sebastian Gerlic / 2010 / 26 min. / BA - Tupinambá (BA), a Pataxó
Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi
(RR) e Bakairi (MT) / Livre
Sinopse: Representantes de várias etnias relatam como celulares, câmeras
fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo
ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e
nas relações destas com o mundo globalizado.
06 de agosto de 2010
(Sexta-feira)
13 – “A gente luta, mas come fruta” / Vídeo nas Aldeias (PE) / 2006 / 40min. /
AC - Ashaninka / Livre
Diretor: Valdete Pinhanta e Issac Pinhanta
Sinopse: O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA
no rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para
recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com
espécies nativas, e por outro, sua luta contra os madeireiros que invadem sua
área na fronteira com o Peru.
Palestra de Rafael Pessoa
07 de agosto de 2010
(Sábado)
Encerramento
14 – “Terra vermelha”
Direção: Marcos Bechis /2008 / 1h48min
Sinopse: O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade
para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência
do homem branco. Um dos motivos do desaparecimento gradual da cultura reside
no conflito gerado pela disputa de terras entre a comunidade indígena e os
fazendeiros da região. Para os Kaiowá, essas terras representam um verdadeiro
patrimônio espiritual e a separação que sofreram desse espaço é a causa dos
males que os rodeia.
Elenco: Matheus Nachtergaele (Dimas), Cláudio Santamaría (Roberto), Alicelia
Baptista (Lia), Chiara Caselli (Beatrice), Abrisio Da Silva Pedro (Osvaldo),
Ademilson Concianza Verga (Ireneu), Ambrósio Vilhalva (Nadio), Fabiane
Pereira Da Silva (Maria), Eliane Juca Da Silva (Mami) e Leonardo Medeiros
(Lucas Moreira).
Palestra de Rafael Pessoa encerramento
Um ano de publicação!!!!!!!!!!!
"Ainda que os braços do teu inimigo pareçam tão fortes como as asas de moinhos, resiste companheiro! Ainda que a noite seja tão tensa de escuridão, resiste companheiro! E tu verás a claridão da madrugada chegar." Thiago de Mello
Leitores de nossa coluna Índios do Nosso Tempo, começo aqui com essa forte citação de uma grande e engajado artista/poeta amazonense para brindar vocês, pois estamos fazendo um ano de publicações no Jornal Solimões (e no blog também).
Parabéns ao Jornal por estar investindo, acreditando e sempre com o espaço aberto para o dialogo, foram ate agora mais de 12 textos versando sobre diversos assuntos culturais, apontamos sobre genocídio, infanticio, Ministério da Cultura, Editais para projetos culturais, eventos, entre tantos outros.
É verdade também que foram poucas as contribuições, mas aos que vem contribuindo trouxeram grandes contribuições, como os relatos do jornalista Murilo Marques (companheiro de Minha cidade Natal, da minha aldeia Global- Niterói. ‘água escondida’, tradução do nome em Tupi-Guarani) que relata e mantém informações sobre a situação em Brasília, os indígenas da T.I.V.J. com quem venho dividindo a luta diária, Barbara Arisi e Cristian Martins (ambos companheiros de trabalho).
Mas quem se interessa por essas histórias contadas aqui? Que histórias queremos repetir para nossos filhos? Estamos dispostos a entregar? A troco de que? E sobre o acampamento Indígena na esplanada dos Ministérios em Brasília, vocês sabem? E Belo Monte?
Para saber mais vejam:
http://acampamentorevolucionarioindigena.blogspot.com/2010/06/as-11-reivindicacoes-do-acampamento.html
http://www.youtube.com/watch?v=ZmOozYXozb8
Você precisa de alguém que te de segurança se não você dança, dança, dança. Se o plano de Progresso que esta em andamento não for reformulado, se não criarmos alternativas para geração de energia, que não este baseada em ‘predação’ ao ambiente (como na proposta de Belo Monte- já vista em outros fracassados projetos, seja na geração atual de energia com as Termodinâmicas na Amazônia, ou seja, queimando óleo negro, diesel, petróleo ou destruindo toda a natureza, e nós os humanos). Dialoguemos...
Nossa atividade por esses dias contou com a participação da Fundação Nacional de Arte, representada na Sra. Mirian Lott, coordenadora regional da Funarte Minas Gerais, apresentando e dialogando com diversos interessados locais em produzir cultura na região do Alto Solimões, falou sobre o edital Micro-projetos região Amazônica, (que por essas datas já esta em fase de seleção fiquemos atentos ao site www.funarte.gov.br).
Foram três reuniões: no auditório da Universidade Estadual da Amazônia - UEA, em Tabatinga; Benjamin na Biblioteca Municipal (que apesar do esforços não confirmou a disponibilidade pra o evento nacional, Vídeo Índio Brasil 2010); e se comoveu na reunião na casa das artes dos povos do javari, também conhecida como ‘ a casa do buraco’ (agradeço a Câmara de Atalaia e a Discente do INC, Nelly Marubo que articulou localmente a reunião). Ouviu do interesse de muitos indígenas em participar em poder realizar projetos em sua comunidade, e também da tristeza, incertezas e insegurança que ronda o dia-a-dia desses povos indígenas. Pode levar uma breve carta apontando as mazelas como a precária relação assistencial a saúde, a falta de informação com relação a um ‘cenozóico’ exame de hepatite feito pela então extinta Funasa (que afinal alguém sabe por onde anda a nova secretária de saúde dos povos indígenas?), e tantas outras preocupações que os índios do nosso tempo têm que estar com suas flechas, mentes, potes, e zarabatanas apontadas. Pois é vida de índio se um dia foi,... deixou de ser já há muito (500 anos pra mais) rede, abundancia e ‘o paraíso na terra’.
Por aqui teremos uma mostra de filmes durante uma semana (31 de Julho a 07 de agosto), debates sobre cultura, cultura indígena, produção de conhecimento dialogo e construção de rede para melhorias e reconhecimento das riquezas não apenas naturais, mas sobre tudo culturais da região. E o Vídeo Índio Brasil! Serão mais de 100 cidades em todos os estados brasileiros participando deste evento simultaneamente. Um país inteiro durante uma semana aprendendo um pouco mais sobre a cultura indígena, valorizando nossas raízes, enriquecendo com o conhecimento tradicional milenar indígena, expandindo nossa consciência para um Brasil mais democrático, justo e inclusivo.
"... Pela tua vida eterna, te prometemos trabalhar. Com toda perseverança, pela necessária mudança, de tudo que é preciso mudar. Cada um na sua vez, e cada qual no seu lugar".
Para terminarmos mais um pouco de T. Mello, ate o próximo! Sigam o blog contribuam, este espaço também é seu!
sábado, 17 de julho de 2010
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